GLOBALG.A.P.

GLOBALG.A.P.

O GLOBALG.A.P. é Um referencial de Boas Práticas Agrícolas com o objectivo de certificação internacional.

  • O GLOBALG.A.P. Integrated Farm Assurance (IFA) começou em 1997 como uma iniciativa de retalhistas para estabelecer normas e procedimentos entre parceiros da cadeia de frutas e legumes.
  • Tem sofrido revisões, estendeu-se a outras produções vegetais, pecuária e aquacultura, e tornou-se o Referencial Global de Boas Práticas Agrícolas aceite pelos maiores retalhistas em todo o mundo.

O GLOBALG.A.P. IFA aplica-se a produtos frescos não processados.

Os Principais Objectivos do GLOBALG.A.P. são:

  • Segurança Alimentar;
  • Protecção do Ambiente;
  • Condições de Trabalho, Segurança e Saúde dos Trabalhadores;
  • Bem-estar Animal,

cumprindo sempre a legislação em vigor em cada país.

O GLOBALG.A.P. é um referencial para comunicação entre empresas (business-to-business), ou seja, não dá origem a um logótipo no produto certificado.

FUNCIONAMENTO

O processo de certificação do GlobalG.A.P. inicia-se com um pedido de orçamento e culmina na certificação dos produtos.

REGULAMENTAÇÃO

Os Documentos normativos do GLOBALG.A.P. são:

  • Regulamento Geral GLOBALG.A.P. para os âmbitos e módulos aplicáveis;
  • Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento;
  • Checklist GlobalG.A.P.”;
  • Contrato de Sublicença e certificação;
  • Guias para clarificação de pontos específicos, se referido no critério de cumprimento.

A versão original dos documentos normativos é a versão inglesa, embora existam traduções em várias línguas. Estes documentos podem ser descarregados no sítio Internet do GLOBALG.A.P., www.globalgap.org.

Opções de certificação

Opção 1

  • Um Produtor Individual requer a certificação GLOBALG.A.P. O produtor individual será o detentor do certificado, uma vez obtida a certificação.

Opção 2

  • Um grupo de produtores requer a Certificação de Grupo GLOBALG.A.P. O grupo de produtores, como entidade legal, será o detentor do certificado uma vez obtida a certificação.

Cumprimento:

O cumprimento consiste em três tipos de pontos de controlo, que devem ser cumpridos:

  • OBRIGAÇÕES MAIORES: 100%Conformidade
  • OBRIGAÇÕES MENORES: 95%Conformidade e
  • RECOMENDAÇÕES: não é estabelecida %de Conformidade

 

Verificação independente

  • O cumprimento do A.P. obriga a uma auditoria externa executada por uma certificadora independente como a SATIVA, acreditada para o GLOBALG.A.P e para a Norma ISO/IEC17065.
  • Os produtores recebem um certificado de cumprimento do A.P., que lhes permite exportar os produtos para qualquer parte do mundo.

 

Opção 2

Na certificação de grupos de produtores o Grupo tem que implementar um Sistema de Gestão da Qualidade para o GLOBALG.A.P. do grupo e respectivos membros, de acordo com o Regulamento Geral GLOBALG.A.P., Parte II.

O Grupo deve realizar uma Auditoria interna anual ao Sistema de Gestão da Qualidade e Inspecções internas a todos os membros do Grupo.

A avaliação externa realizada pela certificadora independente inclui uma Auditoria ao Sistema de Gestão da Qualidade do Grupo e Inspecções a uma amostra de membros do Grupo anunciadas, a que acrescem outras auditorias e inspecções não anunciadas a realizar durante o ciclo de certificação, por amostragem.

MÓDULOS ADICIONAIS


GRASP – GLOBALG.A.P. Risk-Assessment on Social Practice

O GRASP é um Módulo adicional do GLOBALG.A.P. que foi concebido para analisar aspectos básicos sociais, nomeadamente relativos a condições de trabalho. Trata-se de uma avaliação básica, composta por 13 pontos de controlo e só pode ser auditado em operadores que tenham certificação GLOBALG.A.P. IFA. Não é uma auditoria social completa.

Os Documentos normativos do GRASP. são:

  • Regulamento Geral
  • Módulo GRASP
  • Checklists GRASP
  • Guias de Interpretação Nacional e FAQ (Frequently Asked Questions)

A versão original dos documentos normativos é a versão inglesa. O Guia de Interpretação para Portugal encontra-se em Português e Inglês. Estes documentos podem ser descarregados no sítio Internet do GLOBALG.A.P., www.globalgap.org.

Opções de auditoria

Opção 1

  • Um Produtor Individual requer a certificação GLOBALG.A.P. e pode pedir a auditoria GRASP.

Opção 2

  • Um grupo de produtores requer a Certificação de Grupo GLOBALG.A.P. e pode pedir a auditoria GRASP para todo o grupo.

Os pontos de controlo GRASP organizam-se da seguinte forma:

  • Representação dos trabalhadores
  • Direitos Legais
  • Registos documentados
  • Direitos das crianças
  • Tempo de trabalho
  • Grupos de Produtores – Opção 2
  • Recomendações de Boa Prática

Na implementação do módulo GRASP não é feita distinção entre os trabalhadores (permanentes, temporários, sazonais, etc.). Os trabalhadores subcontratados (através de empresas de contratação de mão-de-obra) também estão cobertos pelo GRASP.

O GRASP não se aplica se o operador apenas utilizar mão-de-obra familiar durante todo o ano. Neste caso, o operador deve apresentar uma autodeclaração indicando que os pontos de controlo GRASP não se aplicam e não é necessária uma avaliação. No entanto, o organismo de certificação deve preencher a checklist GRASP com todos os pontos “Não Aplicáveis” e carregar a mesma na Base de Dados do GLOBALG.A.P. para o operador poder demonstrar aos compradores qual a sua situação.

10 razões pelas quais o GRASP é uma mais-valia na certificação GLOBALG.A.P.

  • Melhora o sistema de gestão social na unidade de produção.
  • Fortalece os direitos dos trabalhadores e aumenta o sentido de responsabilidade na unidade de produção.
  • Contribui para a manutenção de trabalhadores qualificados reduzindo os custos de rotatividade.
  • Reduz os custos de acidentes e avarias, uma vez que é suportado numa comunicação clara.
  • Cria um ambiente de trabalho positivo, estabelecendo regras e obrigações mais claras
  • Incentiva a participação dos trabalhadores e ajuda a inovar.
  • Demonstra o compromisso com a responsabilidade social.
  • Dá visibilidade à unidade de produção perante fornecedores e compradores.
  • Reduz o risco de não conformidades sociais.
  • As auditorias podem ser efectuadas ao mesmo tempo que o GLOBALG.A.P.

Cadeia de Custódia GLOBALG.A.P. (CoC)

Salvaguardando o Status GLOBALG.A.P. Certificado em toda a Cadeia de Abastecimento

O objectivo da Certificação GLOBALG.A.P Cadeia de Custódia (Chain of Custody) é assegurar a segregação e rastreabilidade dos produtos certificados GLOBALG.A.P. ao longo da cadeia de abastecimento. Não é um referencial de segurança alimentar.

O âmbito do GLOBALG.A.P. CoC abrange toda a cadeia de abastecimento de

  • Produção vegetal (Frutas e Legumes, Flores e Ornamentais)
  • Produção animal
  • Aquacultura
  • Produtos para Alimentação Animal

A quem se aplica o GLOBALG.A.P. CoC?

O CoC é aplicável a qualquer empresa que manipule e / ou transacione com produtos certificados GLOBALG.A.P. (Ex: embaladores, comerciantes, processadores, corretores, grossistas, matadouros, logística, subcontratados, centros comerciais, etc.)

A certificação CoC permite que usem a alegação GLOBALG.A.P. nos produtos certificados.

Uma indústria alimentar poderá solicitar a certificação do Módulo do GLOBALG.A.P. CoC para garantir a rastreabilidade ao longo da Cadeia.

Este módulo representa a ligação entre o GLOBALG.A.P. e o BRC Food (Módulo voluntário 10) e pode ser verificado em auditoria combinada, o que a SATIVA realiza habitualmente.

Os Documentos normativos do GLOBALG.A.P. CoC. são:

  • Regulamento Geral
  • Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento
  • Checklist CoC
  • Contrato de Sublicença e certificação;

Opções de certificação

Opção 1

  • Um Produtor Individual requer a certificação GLOBALG.A.P. CoC. O produtor individual será o detentor do certificado, uma vez obtida a certificação.

Em CoC não é permitida a Opção 2, no entanto um Grupo com certificado GLOBALG.A.P.IFA pode ter certificado CoC como entidade individual.

NURTURE

Características específicas:

O Módulo NURTURE é um Add-On do GLOBALG.A.P. cujo proprietário é a cadeia de supermercados Tesco. O suporte técnico e administrativo é efectuado pelo GLOBALG.A.P. e destina-se aos produtores que sejam fornecedores de um Primary Supplier (PS) aprovado pela Tesco.

A certificação do módulo NURTURE pressupõe a certificação do GLOBALG.A.P.

Os certificados podem ter a classificação GOLD, SILVER e NURTURE PASS:

Os documentos normativos são:

NURTURE Module Scheme Rules

NURTURE Module Certification Body & Integrity Program Rules

NURTURE Module Control Points and Compliance Criteria

NURTURE Module Checklist

NURTURE Module Grower Confirmation Form

e podem ser descarregados directamente do website do GLOBALG.A.P. em www.globalgap.org\documents

Protocolo Albert Heijn – Complemento do GLOBALG.A.P.

O protocolo de Albert Heijn é um Add-On do GLOBALG.A.P. e estabelece os requisitos de contratação para garantir a plena aplicação da legislação da União Europeia relativa aos Limites Máximos de Resíduos e da ARfD-NL para produtos frescos. Como os produtos frescos vêm de zonas de produção de qualquer parte do mundo, Albert Heijn estabeleceu um protocolo adicional ao GLOBALG.A.P, para monitorar os níveis de resíduos na origem: os produtores e as centrais de embalamento dos fornecedores.

OUTROS ÂMBITOS


 

Flores e Propragação e Plantas

em construção

 

Culturas para Processamento (CfP)

A certificação GLOBALG.A.P. em culturas agroindustriais

A segurança alimentar é uma preocupação crescente de todos os intervenientes da cadeia alimentar.

O GLOBALG.A.P. é reconhecido mundialmente e uma garantia de segurança e sustentabilidade. O GLOBALG.A.P. é um factor de competitividade para as empresas e empresários agrícolas num mercado cada vez mais globalizado. O GLOBALG.A.P. IFA aplica-se a produtos frescos não processados.

Em 2010 grandes empresas de frutas e vegetais congelados mostraram-se interessadas no GLOBALG.A.P. Iniciou-se a elaboração de um referencial para a indústria, que se pretende mais barato e mais curto que o GLOBALG.A.P. IFA. Em 2016 é apresentado às partes interessadas e em 2017 é publicado o GLOBALG.A.P. Crops for Processing (CfP) – Culturas para Processamento.

A quem se aplica o GLOBALG.A.P. CfP?

O GLOBALG.A.P. CfP aplica-se à produção de frutas e vegetais que se destinam a processamento:

  • Sumos
  • Conservas
  • Congelados
  • Batatas fritas
  • Pipocas, etc.
  • Café verde para torrar
  • Culturas para alimentação animal, …

A fase seguinte à produção – a indústria – deve tomar as medidas necessárias para mitigar os riscos de segurança alimentar.

A mitigação deve ser feita através de uma etapa que elimine os microrganismos patogénicos (ex. pasteurização, desinfecção com água clorada, cozinhar, etc. As etapas dependerão dos métodos de processamento.

Os Documentos normativos do GLOBALG.A.P. CfP. são:

  • Regulamento Geral CfP
  • Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento;
  • Checklists A.P.;
  • Contrato de Sublicença e certificação;
  • Guias para clarificação de pontos específicos, se referido no critério de cumprimento.

Opções de certificação

Opção 1

  • Um Produtor Individual requer a certificação GLOBALG.A.P. CfP O produtor individual será o detentor do certificado, uma vez obtida a certificação.

Opção 2

  • Um grupo de produtores requer a Certificação de Grupo GLOBALG.A.P. CfP O grupo de produtores, como entidade legal, será o detentor do certificado uma vez obtida a certificação.

Produção Animal

em construção